VOCÊ ESTÁ CORRENDO POR QUÊ?

Muitas das nossas ansiedades estão relacionadas com o nosso costume de acharmos que estamos todos em uma competição. E tenho que admitir, eu me incluo nisso às vezes, fomos criados para sermos assim, afinal, a ideia de ser alguém na vida, para muitos, é ser o melhor de todos em algo. Somos ensinados que devemos conquistar coisas, mas não pela alegria que essas conquistas proporcionarão e, sim pela superioridade que isso nos daria.

Vivemos como se estivéssemos em uma corrida e, logo quando a bandeira imaginaria dá início à competição, corremos como loucos, afinal ninguém quer ser o último a chegar. Mas chegar aonde?

E corremos mais ainda, até faltar o fôlego, até as pernas bambearem, nos desgastamos, nos comparamos e, consequentemente, nos frustrarmos. Nos frustramos porque embora estejamos correndo o mesmo caminho, estamos vivendo diferentes momentos.

É como se em algum momento alguém gritasse: – CORRE!

E não pensamos duas vezes, não prestamos atenção no caminho, nem nas paisagens, pouco reparamos nas pessoas, não comemoramos pequenas conquistas, nos esquecemos de observarmos as nossas superações, não elogiamos a nós mesmos, descuidamos de quem somos, do que queremos, dos nossos porquês.

Quando a gente se dá conta, passamos uma vida inteira correndo, nos desgastando e, pior, muitas vezes concluímos que não chegamos em lugar algum. E a vida passou!

A ideia de estar em movimento é reconfortante para as pessoas, parar significaria ficar para trás nessa competição. Tenho a impressão de que muitas pessoas querem chegar ao topo, mas não fazem ideia do que fazerem ao chegarem lá, além de se acharem superiores.

A pergunta que fica é: você está indo para algum lugar ou está só correndo?

Você está no seu ritmo ou se comparando com os demais?

Você está correndo por quê?

Por Paloma Almeida

Pedagoga, influenciadora do comportamento resiliente e colunista da Jeito em Gestão – conteúdos on-line.

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