UM PASSO DE CADA VEZ

2020 está acabando e, nesta época do ano, é muito comum a gente refletir. Algumas pessoas fazem isso com intenção de relacionarem vantagens e desvantagens obtidas nas mais variadas situações vivenciadas, já outras, fazem mesmo com foco em elaborarem listas e mais listas de queixas e lamentações. Há também aquelas que nem se dão ao trabalho de se lembrarem de tudo aquilo que lhes aconteceu, cada um do seu jeito.

Embora a gente deva respeitar estes jeitos, é sempre legal que busquemos auxiliar o crescimento e, estimular o amadurecimento de todos que nos cercam, começando por nós mesmos. A vida se torna incrível quando aprendemos a agir assim.

A ação de observar os nossos hábitos é o princípio disso tudo, portanto, para classificar a vida como incrível é preciso que saibamos encarar os passos que demos, damos e daremos, sem que tenhamos medo do fracasso, daquilo que nos fez sentir dor, ou ainda, do que deixou a sensação de perda ou de luto.

Fugir destas situações faz com que não as resolvamos dentro de nós mesmos e, é lá onde as coisas acontecem. Por isso, refletir sobre tudo o que passamos durante o ano que está findando pode ser a solução para que tenhamos o tão desejado feliz ano novo!

Já reparou quantas mensagens emitimos e recebemos desejando isso? Esta talvez seja a parte mais legal e esperada por tantas pessoas com a chegada das famosas festas de fim de ano: gente reunida, abraços, luzes, família, amigos e desejos de que o próximo ano seja bem-aventurado. Mas, nem sempre reparamos no quanto estes desejos se tornam simples expressões corriqueiras, que serão novamente mencionadas dentro de mais 12 meses, se não nos atentarmos aos nossos costumes.

Nos acostumamos às correrias do dia-a-dia, às perdas, aos problemas, às dificuldades, mas poucos de nós têm por regra a celebração. E aprendi com Toni Robbins, um dos responsáveis pela popularização da Programação Neurolinguística (PNL), que nem todo mundo é fã (e nem precisa ser), a celebrar cada conquista.

A gente não precisa curtir o trabalho dele para concordar com a afirmação que faz, de que “celebrar cada conquista, cada progresso, cada pequeno ou grande passo é a melhor e mais fácil maneira de condicionar-se a permanecer agindo massivamente em direção ao sucesso”.

Basta darmos uma oportunidade a nós mesmos de fazermos um teste, de fazermos as coisas de maneira diferente, para que depois possamos comparar as nossas diferentes versões e, somente então, decidirmos por qual delas preferimos.

Eu fiz este teste e aprendi a amar a minha nova versão, por isso estou aqui, compartilhando com você esta experiência e, mais que isso, divulgando formas de iniciar esta transformação capaz de melhorar a vida de qualquer um.

Eu não sabia exatamente como queria ser nesta nova versão, mas sabia exatamente aquilo que não servia mais para mim. Isso incluía pessoas ruins, negativas, cujas falas estavam sempre ligadas a tragédias e a dificuldades e, cujas atitudes estavam sempre ligadas a longas esperas.

Sabe aquele tipo de gente que sempre tem uma “crítica construtiva” àquilo que você se empenhou muito para fazer? Aquele velho discurso de que o futuro a Deus pertence, como se nada que pudéssemos fazer influenciasse sobre as nossas bênçãos? E aquela velha frase: “olha, é pro seu bem”, normalmente vinda de quem não construiu absolutamente nada, mas adora tomar conta da vida alheia?

São apenas alguns exemplos de discursos que não condizem mais com a minha realidade, eliminei. Eliminei gente tóxica, criei filtros contra gente ruim, passei a não ouvir gente desconsolada e, o resultado disso é uma vida cheia de coisas pelas quais sou grata!

Funciona mesmo, embora não elimine os momentos de angústia e de tristeza por perdas irreparáveis; de questionamentos internos por dificuldades não superadas; de incompreensão sobre problemas inimagináveis, que as vezes me chegam. Não, eles não somem dando lugar a uma vida só de sorrisos, mas eles se tornam pequenos, porque aprendi a não enxergá-los como algo grande e distante.

Os coloco bem aqui, no hoje, no único dia em que estou presente em toda a história da minha vida. Os enxergo bem aqui, diante dos meus olhos e do único tamanho que é possível eu controlar, o tamanho que meus olhos treinados conseguem vê-los. E os supero devagar, dando apenas um passo de cada vez!

Patrícia Rezende Pennisi – CRA/SP 6-002583

Especialista em gestão estratégica de pessoas, professora universitária e diretora da Jeito em Gestão – conteúdos on-line.

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