PILARES DE SUSTENTAÇÃO EMOCIONAL


Recorrer ao passado, lembrar de nossas histórias, dos sorrisos, das lágrimas, das conquistas, dos aprendizados é, sem dúvida, uma forma importante de compreendermos as nossas bases, analisarmos os nossos atos e entendermos as nossas origens.

É neste passado que se encontram os pilares responsáveis por nossa sustentação, os que suportam os pesos de nossas emoções e, ao olharmos atentamente para estas estruturas é possível identificarmos os detalhes de cada material que usamos para construí-las.


Observar estes materiais, por vezes, é muito gratificante e compensador. Lembranças agradáveis de momentos alegres, memórias harmônicas, sorrisos espontâneos e pessoas queridas, que nem sempre continuam presentes fisicamente em nossas vidas, mas que fizeram e fazem parte dos tijolos que compõem cada um dos nossos pilares.


Estes pilares são fundamentais para que tenhamos consistência, luz, brilho nos olhos. São eles que nos tornam humanos melhores e capazes de transcender momentos difíceis, que nos exijam força e resiliência. Por isso, cuidar da preservação destas estruturas é determinante para a nossa trajetória.


Parece fácil, mas pode se tornar um processo absolutamente doloroso quando nos damos conta de que nem todo tijolo que foi usado em nossa construção deu origem a pilares altamente sustentáveis. Alguns dos tijolos usados nesta construção podem ter sido preparados com materiais de má qualidade, momentos muito tristes, desagradáveis, capazes de nos roubarem os sorrisos e, dependendo do local em que foram colocados, podem nos levar ao adoecimento, à mais profunda depressão e, por consequência, a uma vida de prostração.


Quanto mais próximos às nossas memórias estiverem estes tijolos ruins, piores serão as condições das visitas que fizermos à nossa obra. Sabendo disso, você, leitor, poderia indagar:

-Não é mais fácil não visitar estes locais, já que existe a possibilidade de nos depararmos com obras mal acabadas, pilares comprometidos e dores insustentáveis?


E a resposta mais simples seria:

-Sim! Evitemos os riscos…


Mas ocorre que não é assim que a vida funciona, que ser humano é um bicho complicado e viagens a estas obras são parte da nossa programação de fábrica, sem chance de reconfiguração de qualquer modelo humano produzido, dos mais simples aos mais avançados.


Sem hipóteses de reconfiguração resta ao menos que tentemos utilizar técnicas para lidarmos com quaisquer problemas estruturais, que aprendamos a minimizar os impactos produzidos por tais situações e, que consigamos realizar algumas reformas capazes de substituir tijolos ruins por outros melhores.


Eles não deixarão de existir, mas, uma vez substituídos, fortalecerão as estruturas e permitirão um novo suporte. Mas se estas obras estiverem tão comprometidas a ponto de não compensar uma reforma, há sempre a hipótese de construir um puxadinho, afinal, ninguém é obrigado a viver desestruturado!


Patrícia Rezende Pennisi – CRA/SP 6-002583
Especialista em gestão estratégica de pessoas, professora universitária e diretora da Jeito em Gestão – conteúdos on-line.

2 Comentários de

  1. Nossa estrutura, pilares esses que cada vez são mais importantes para nossa sobrevivência. Entender que nada continua sem base, e que tudo é possível com uma boa estruturação, mesmo que as vezes os adventos tentem nós derrubar. Somos tão fortes para uma nova etapa, e uma construção de um pilar tão bem estruturado.

    1. Verdade Eduarda, precisamos nos atentar sobre quais são os nossos pilares de sustentação, são eles que nos orientarão para as nossas ações e, por consequência, para os resultados que teremos a partir destas ações.
      Obrigada pela visita!! 🙌😊❤️

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